terça-feira, 4 de abril de 2017

Banco Safra

Banco Safra

Junto a Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre há muitos prédios históricos de grande beleza.

O prédio do atual Banco Safra, foi inaugurado em 1913, foi sede da companhia de seguros Previdência do Sul. Foi sede também  do Cine Guarany, até ser ocupado pelo Banco Safra, banco nacional privado.



 A fachada é grandiosa com muitos ornamentos


O prédio possui cinco pavimentos, foi projetado pelo arquiteto alemão radicado no Brasil Theodor Wiederspahn, do escritório do engenheiro Rudolf Ahrons, o escritório mais importante de engenharia e construção de Porto Alegre até a I Guerra Mundial. Theodor Wiederspahn projetou muitos prédios no estilo eclético, mas com forte influência da arquitetura alemã, como o hotel Majestic, atual Casa de Cultura Mário Quintana, o antigo prédio dos Correios e Telégrafos, MARGS entre outros.

A entrada central em recuo possui um grande arco com um frontispício com esculturas representando a cabeça de Hermes e uma figura feminina representando a Segurança da Navegação. A entrada central é ladeada por entradas laterais. O prédio tem um frontão com esculturas  e duas cúpulas de bronze laterais.

Conjunto de esculturas do frontispício


Para saber mais sobre o arquiteto Wiederspahn:


domingo, 2 de abril de 2017

Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul

Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul
A Biblioteca Pública foi criada em 1871 no antigo prédio do Liceu Dom Afonso.

Esse prédio em que está sediada atualmente é de 1912, projeto de Affonso Hebert. O projeto da estrutura, com a ampliação dos fundos finalizou em 1921.
 Em 1922 foi inaugurada com todo o luxo da decoração do interior. Mármores, pinturas e esculturas. As paredes internas são decoradas com pinturas decorativos de Fernando Schlater, esculturas de mármore e bronze de Alfred Adloff, Euardo de Sá e Giuseppe Gaudenzi. Cada espaço com um estilo diferente.


A fachada tem estilo eclético, com bustos de vultos positivistas. O acervo bibliográfico é muito rico, com obras raras. Ali acontece muitos eventos culturais, em destaque para os recitais de música de câmara.



Inacreditável, mas na década de 50 as ricas pinturas murais de muitas salas foram apagadas com tinta por cima!  Na década de 60  o Salão Mourisco e o Egípcio tiveram restaurações desastradas. Na década de 70 muitos móveis foram transferidos para o Palácio Piratini. Em 2007 passou por reformas na infraestrutura. A biblioteca ficou oito anos na Casa de Cultura Mario Quintana, com grande acerto de títulos, a volta ao prédio histórico aconteceu no final de 2015.



Por baixo da tinta neutra riquíssimas pinturas!


Salão Mourisco

Detalhes do Salão Egípcio





A inauguração do imponente prédio foi um acontecimento muito importante para a cidade, na época Borges de Medeiros era o presidente do estado. Muitas pessoas ilustres compareceram, bem como estrangeiros representando governos da Inglaterra, França, Alemanha, Portugal, Itália, Estados Unidos, Argentina e Uruguai.


sábado, 1 de abril de 2017

Museu de Arte do RS

Museu de Arte do RS

O Museu leva o nome de Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli. Ado Malagoni era professor e artista paulista, que na década de 50 estava radicado no sul do país.




História do prédio:
Este prédio foi construído para ser a sede da Delegacia Fiscal da Fazenda do Estado. A empresa Ahrons fez um projeto luxuoso, negado pelo governo federal, mas validado com a posse do gaúcho Rivadávia Correia para Ministro da Fazenda, as obras iniciaram em 1913, com o projeto do arquiteto Theodor Wiederspahn, empregando 300 operários. Todas as esculturas foram feitas por Alfred Adloff. As cúpulas de bronze deveriam ter vindo da Alemanha, porém, devido a I Guerra,  foram confiscadas para fundição de canhões, ficando sem cobertura até 1922.
O saguão e o salão principal são decorados com mármore branco, ladrilhos geométricos no piso, azulejos coloridos na paredes com figuras em relevo. Há um grande vitral sobre o salão principal.
Estatuas do Frontispício: Ceres e Hermes sob o brasão da República.

Museu de Arte do Rio Grande do Sul:
O MARGS foi instituído pelo governo do estado em 1954  (Decreto nº 5065, sem sede própria e nem acervo. A primeira exposição foi no Teatro São Pedro e só em 1970 mudou-se para a sede atual.
 Somente na década de 70  passou a ser usado como Museu. Foi tombado pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional,em 1981,  órgão nacional e pelo IPHAE, órgão Estadual, em 1985.


Esse museu foi uma das chaves que trouxe o Modernismo ao RS. Ali se encontram o mais importante acervo público da arte gaúcha com mostras nacionais e estrangeiras. Há também cursos, oficinas práticas, palestras, seminários e visitas guiadas.

No primeiro piso há três salas de exposição, no segundo piso há mais 5 salas de exposição bem como biblioteca e auditórios. Há um terraço aberto no terceiro piso com material do restauro e da oficina de arte.

 Site do MARGS: http://www.margs.rs.gov.br/

TOUR VIRTUAL:
http://www.margs.rs.gov.br/tour-virtual/

Praça da Alfândega

A Praça da Alfândega em Porto Alegre não é famosa somente por sediar  a Feira do Livro, mas por ter em seu redor prédios históricos preciosos que nos remetem ao rico passado histórico de Porto Alegre:  o antigo Correios e telégrafos hoje  Memorial do Rio Grande do Sul;  MARGS, o Museu de Artes do Rio Grande do Sul; Sede do Banco da Província, hoje Santander Cultural;  Edifício do Clube do Comércio; Edifício do antigo Cinema Imperial; Edifício do Banco Safra. Teatros, museus, bibliotecas, arquivo histórico, prédios públicos que foram tombados para preservar a história da cidade.

A praça foi batizada em 1881 com o nome de Praça Senador Florêncio, mas não é por esse nome que é conhecida e sim pelo nome popular Praça da Alfândega.


A Praça da Alfândega fica no centro histórico de Porto Alegre, entre a rua dos Andradas  e a rua Sete de Setembro. Essa praça possui diversos monumentos como o Monumento ao General Osório, Monumento ao Barão do Rio Branco e diversos bustos ( Caldas Júnior, Antonio Carlos Lopes, Leonardo Truda, Barão de Santo Ângelo) e o simpático grupo de escritores, onde Drummond lê para Mário Quintana. 

Monumento aos Poetas, na rua da Praia, é obra de Francisco Stockinger e Elísa Tregnago. Escultura em bronze em homenagem à Mario Quintana (sentado) e Carlos Drummond Andrade (de pé)

As esculturas foram inauguradas na 47ª Feira do Livro em outubro de 2001. A feira do Livro acontece a cada ano desde 1955, atraindo milhares de pessoas na compra de livros e na plateia de uma diversidade de espetáculos que acontecem durante a Feira.




A Fuga - Obra em cimento da artista Miriam Obino 1937, coleção do MARGS.





Monumento ao General Osório, 1933, na base de granito inscrições de autoria do general:  "A data mais feliz de minha vida seria aquela em que me dessem a notícia de que os povos civilizados festejavam a sua confraternização queimando os seus arsenais", e   "É fácil a tarefa de comandar homens livres, basta indicar-lhes o caminho do dever".

História

 Seu nome Praça da Alfândega veio naturalmente devido a sua localização como ponto de desembarque de passageiros e mercadorias.

Esta praça  surgiu em fins do século XVIII junto com o próprio movimento do povoado, às margens do rio Guaíba. Em 1783 foi construído um cais de pedra para desembarque de mercadorias e passageiros, 20 anos mais tarde o ancoradouro foi ampliado com construção de ponte, cais e trapiche. A praça, junto ao prédio da primeira alfândega se chamava  Praça da Quitanda, local dos comerciantes e quitandeiros. Em meadas do século XIX foi construído um muro de pedra com escadaria e em 1866  a Cia Hidráulica Porto-alegrense instalou um chafariz de ferro bronzeado, árvores foram plantadas e mais tarde foram instalados bancos e quiosques.
Com a  República e a política dos transportes  do governo Borges de Medeiros, Porto Alegre foi o local ideal para a construção de um porto modelo, unindo  o interior do estado, através da Lagoa dos Patos. A construção do cais começa na Praça da Alfândega com uma larga avenida margeada de palmeiras,  com canteiro central dividindo as duas pistas.


Não deixe de conferir: 

http://www2.portoalegre.rs.gov.br/vivaocentro/default.php?reg=9&p_secao=118
http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/Praca_da_Alfandega.pdf

Antigo Prédio dos Correios





O antigo prédio dos Correios e Telégrafos possui 3.600 m² de área. Foi projetado pelo arquiteto Theodor Wiederspahn e pelo engenheiro Rudolf Ahrons. Construído entre 1910 e 1913.  O estilo é eclético com influencia barroca.
Possui ornamentações, esculturas, torre com relógio e cúpulas de metal.  Esse prédio foi tombado em 1980 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Através de um convênio com o governo estadual e federal surgiu a criação do espaço Memorial, em 1996, no antigo prédio dos Correios e Telégrafos. Em 1998 passou por restauro completo,  com climatização para sediar o Arquivo Histórico do RS e  salas do Tesouro, foram construídos elevadores e claraboias para permitir a integração das áreas. Após o restauro tomou o nome de  Memorial do Rio Grande do Sul, sede da memória gaúcha.
 A Exposição Linha do Tempo, inaugurada em 2000, é um acervo riquíssimo que  conta a história do RS desde seus primeiros habitantes: A Chegada do Homem ao RS é o primeiro painel. Influencia dos povos indígenas. A chegada dos Exploradores Europeus. A Guerra Guaranítica, Revolução Farroupilha etc.. é uma exposição permanente no Memorial.





 O quadro A Cocagna que atraiu os imigrantes para o Brasil, país da fartura





Esculturas da fachado do prédio,  representando o grupo do Atlas, do escultor Wenzel Folberger



O Memorial é um centro de informação e divulgação da história do RS, com coleção de objetos, mapas, gravuras, fotos livros etc. No saguão do prédio há uma exposição  contando os principais momentos históricos do RS com 36 painéis temáticos com textos, ilustrações, mapas e 52 módulos. Há vários espaços, como auditórios, museu, sala de vídeo, e sala multiuso. Destacamos a Sala Verde dos Correios onde é apresentado material para conscientização ambiental,  parceria com o Ministério do Meio Ambiente.
A sala do Tesouro possui coleção do Arquivo Histórico do RS com manuscritos raros.

Destacamos também os cadernos de história do memorial do professor historiador Voltaire Schilling sobre temas históricos com mais de 30 títulos.

    sexta-feira, 31 de março de 2017

    Edifício Hudson sede Correio do Povo - Porto Alegre



    Edifício Hudson, Sede do Jornal Correio do Povo,  comprado pelo Grupo Record



    Caldas Júnior era jornalista ousado,  fundou o jornal Correio do Povo em 1895,  numa época em que o jornalismo gaúcho era muito partidário, Caldas com apenas 26 anos de idade  tinha o sonho de um jornalismo longe de facções partidárias.  O jornal era impresso num papel rosado e ousou também na profissionalização dos jornalistas e no investimento com tecnologia, foi o primeiro jornal do RS a adquirir impressora rotativa.
     De 2 mil exemplares diários no início, em 1910 já contava com10 mil exemplares. Calda Júnior morreu prematuramente em 1913, ficando sua viúva no controle até 1935, quando assumiu seu filho Breno Alcaraz Caldas, ficando na direção da Companhia Jornalística Caldas Júnior por 50 anos.

    O Edifício Hudson foi comprado em 1946 para servir de redação do Jornal.

    Suplemento Literário:
    Uma das características marcantes desse jornal sempre foi seu teor literário. Colaboravam escritores importantes do século XIX na seção Poetas do Sul, como Zeferino Brasil, Apolinário Porto Alegre, Damasceno Vieira etc.. Poetas do Sul foi substituído pela seção Literatura e Páginas Literárias e a partir de 1967 foi criado o suplemento Caderno de Sábado. Letras & Livros foi o novo título da seção literária a partir de 1981. O poeta Mário Quintana também foi figura marcante do Jornal até sua morte, estreou em 1934 com o poema Madrugada e colaborou até 1994.

    Central Record de Comunicações:

    Com a instalação da Rádio Guaíba em 1979 a Cia Jornalistica Caldas Júnior entrou em colapso devido a crise econômica no Brasil, deixando de circular em 1984, retornando em 1986, com inovações tecnológicas. Em 2007, o Correio do Povo, a TV Guaíba, rádios AM e FM e o Edifício Hudson foram adquiridos pela Central Record de Comunicações, controlada pelo empresário Edir Macedo.

    quinta-feira, 30 de março de 2017

    Casa de Cultura Mário Quintana


    Casa de Cultura Mario Quintana


    Quem visita Porto Alegre não pode deixar de conhecer a Casa de Cultura Mario Quintana, um dos mais completos complexos culturais do Brasil, num grandioso prédio histórico,  tombado pelo IPHAE, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado.
    Esse prédio foi por muitos anos hotel, e hoje leva o nome de um dos maiores poetas brasileiros da nossa era que hospedou-se neste hotel durante 14 anos, no apartamento 217, entre 1968 a 1982. Estamos falando do poeta gaúcho, nascido em Alegrete, Mario Quintana.

    História do prédio:
    O terreno era propriedade de Horácio Carvalho, que contratou o arquiteto alemão radicado no Brasil Theodor Wiederspahn para projetar o primeiro grande edifício da capital. A pedra fundamental foi iniciada em 1916 e somente após dois anos foi concluída a primeira parte do prédio. A parte leste iniciou em 1926. 

    A grande ousadia do projeto era a construção de duas alas ocupando os dois lados da Travessa Araújo Ribeiro, unidos por passarelas suspensas, suntuosas criadas com arcadas, colunas, terraços e sacadas. Em 1933 o grandioso prédio já estava com 7 pavimentos na ala leste e cinco na ala oeste. 



    Dos anos 30 ao 50 o hotel teve seu auge, período em que recebeu hóspedes ilustres do mundo da política e das artes. como Getúlio Vargas, a artistas famosos, como Virgínia Lane e Francisco Alves. Porém nos anos 60 e 70 decaiu muito, devido ao período desenvolvimentista brasileiro, de estagnação econômica, sofrendo com a concorrência de novos hotéis. Nesse período o hotel recebe um novo perfil de hóspedes, solteiros, viúvos e poetas solitários como Mário Quintana.










    Quarto do morador mais ilustre
    Acervos Elis Regina

    Em 1980 o Banco do Estado do Rio Grande do Sul compra o prédio, que só foi adquirido pelo governo do Estado em 1982, sendo transformado em patrimônio histórico para sediar uma Casa de Cultura. Recebeu o nome de Mario Quintana pela Lei 7803 de 8 de julho de 1982. Entre 1987 e 1990 o antigo hotel foi reformado para transformar-se na Casa de Cultura Mário Quintana, o projeto de reforma interna pertence aos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski. Em setembro de 1990 Porto Alegre amanheceu mais alegre com um novo espaço cultural, numa área privilegiada no centro de Porto Alegre.

    Jardim José Lutzenberger
    Em 2002 o quinto andar ganhou um novo espaço no terraço, o Jardim José Lutzenberger, em homenagem ao ambientalista falecido em 2002. As banheiras inutilizadas do antigo hotel ganharam uso muito original de assentamento de plantas. O Jardim José Lutzenberger apresenta espécies de vários ecossistemas como plantas de banhado, de deserto, de pradarias e dos trópicos.


    O prédio tem vários espaços como cinema, cafés, bombonière, livraria, salas , espaços culturais e acervos, tais como a Biblioteca Lucília Minssen, a biblioteca Érico Veríssimo, Acervos Elis Regina e Mário Quintana, Discoteca Pública Natho Henn, Galerias Xico Stockinger e Sotero Cosme, teatros Bruno Kiefer e Carlos Carvalho já abrigou provisoriamente diversos órgãos da Secretaria da Cultura.


    Site da Casa de Cultura Mário Quintana:














    http://www.ccmq.com.br/site/

    Roma